quinta-feira, 25 de junho de 2009

Fotos de Santos

Curto e grosso...
Aqui vão meia dúzia de fotos!
Vou tentar comentar...
São poucas, mas de boa vontade.

Dizem os taxistas e até poderá ser verdade... É o maior jardim do mundo! Hummm, cá para mim não sei, mas lá comprido ele é... 8 kms, ou lá o que é! Entre a marginal e a praia, de uma ponta à outra de Santos, há este belo e bem tratado jardim!
América do Sul. Cheiro a álcool queimado é constante. Os carros andam a álcool, tás a ver? O meu hotel está ali ao fundo, o Carina flat Hotel. Gosto particularmente dos quiosques que vendem pasteis de tudo e mais alguma coisa!
O Torto. Este é mesmo torto. Não, não é ilusão da foto, paralaxe ou qualquer outro truque. O monstro de 20 (?) andares está mesmo muito torto! Porquê? Simples. O terreno é pior que mau. As fundações antigas? Sapatas. Más sapatas. Bom... más não será bem o caso, mas na verdade com argilas e areias como tenho visto aqui, fazer fundações de edifícios destes por sapatas são tiros nos pés uns atrás dos outros. Diz o levantamento dos edifícios de Santos que são 150 prédios tortos! Porra, Pizza é para meninos!
Mais América do Sul. Mais álcool. Lanchonetes. Calçada quase portuguesa. Cor. Gente porreira. MPB. Samba. Não sei bem o que é, mas seja o que fôr é sambado!
Vila rica de Santos. Boas casas. Apartamentos de 3 milhões de Reais (1 milhão de euros). Muito verde e ruas limpinhas. Outra América do Sul!
Mais Vila rica. As árvores tropicais são nativas, né?! Muito verde. Gosto!
Carreto. Já vi dois Ferrari e... bem, nem sei... muitos mas mesmo muitos destes! O IPO que não chegue ao Brasil!!!
Mais cidade de Santos. mais canteiros verdes. Mais cheiro a cachaça. Mais calçada portuguesa.
Ilha de Urubuqueçaba. Onde é que estes gajos arranjam estes nomes?!?! Uma ilha com look completamente tropical mesmo em frente a Santos. Dezenas de abutres (Urubus?) fazem aqui a sua residência.
Santos! Água do mar imprópria. Só os surfistas e meia dúzia de corajosos arriscam mergulhar nestas águas. Nunca fiando, vejo os outros mas não tento...
Primeira linha de praia de Santos. Nunca vi tanta gente na praia a fazer coisas que não praia! Jogam o que for, menos Basket... Bebem de tudo. Comem de tudo. Passam horas a andar de um lado para o outro. Ou a correr. Têm muita praia e dão-lhe uso! Parado na praia, sentado, ou a andar, são frequentes os carros da polícia a patrulhar a areia. Não vi um único local a mandar lixo para a areia. Boa malha!
Foi aqui que ele nasceu no Brasil. Fizeram homenagem!
A VW Combi e o Fiat Uno ainda se fabricam! Mais américa do Sul!
Não me digam que não vêem que o gajo está torto comó raio!!! Nos primeiros dias não olhava para outra coisa. Passava na marginal sempre com a cabeça virada para cima a ver os prédios... Impressiona!
Boa malha de fim do dia! Tenho pena de uma coisa... Não acho graça nenhuma à água de coco!!!! Raios!
A entrada para o Porto de Santos. O maior da América Latina. Porque é que a água do mar é imprópria para banhos? Isso....
Praia com coqueiros... Água de coco mesmo aqui e eu... não gosto! Grrrr...
Bonito jardim. Dá mesmo boa pinta à cidade!

Então e tu? Não apareces? Pois... fui eu quem as tirou... Desvantagem de passear sozinho num país onde me estão sempre a lembrar que assalto é coisa frequente! Eu ainda não vi nada! Nem sei do que estão falando!
E pronto... por hoje são estas! Nestes dias confesso não ter passeado muito mais que isto... Sabem o que é? Até tenho trabalhado...
Mas espero poder mostrar mais em breve. De Santos e não só. Porque acreditem. Não estou no Brasil do Turista ou do Gringo, e deste, deste Brasil de cor, música, e vá... de alguma classe média, eu até estou a gostar!

With love from Carina Flat Hotel,
Marco

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Cheirinho a Santos!

Saído da obra, passeio com os colegas até à lanchonete para umas Original e uns pasteis (bons pasteis e melhores originais, hein!?). Por onde fomos? Beleza... Pela praia mesmo!
Santos é conhecida pelo seu clube (Leo, Leo, Leo) e claro, pela enorme quantidade de prédios completamente tortos. Há um, inclusivé, a que chamam Torto. Espectáculo!
Este não é o Torto, mas direito é que ele não está! (No conjunto dos três ao centro, é o da direita... Ao vivo nota-se bem melhor!!)
É só um cheirinho...


With love from Canal 3,
Marco

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Airborn!!

Terça-feira, 16 de Junho da graça de 2009.
O relógio marca as 0600. Hummm... acho que estou a ficar atrasado! Liguei para a rádio taxis, peço um taxi para a Mariano Pina e... música! Da boa, daquela que foi satirizada pelos gatos há já algum tempo. Um belíssimo midi reproduzindo um qualquer clássico da música encheu-me os ouvidos por perto de quinze minutos. Pois! Quinze minutos! Esperei, esperei, esperei e, finalmente, lá me disseram "trezentos e oitenta e três".
Despedi-me do paizinho e desci. Já lá estava. Um belo Mercedes com as molas dos bancos estragadas.
Chegado ao Terminal 2 fumei... check-in... fumei... fumei... encontrei três pessoas conhecidas! Uma delas, ou melhor, um deles, colega de secretária do 12º ano! Ele há cada uma nos aeroportos!!!
Mais quatro cigarros, uma carta nos correios, um telefonema com a mana e beijinhos à familia e lá fui eu!
Calma... lá fui eu para o Porto. Eu e mais uma quantidade de gente que lotava a ponte aérea...
Chegado ao Porto a vozinha metálica informava "os passageiros em ligação devem-se dirigir ao pessoal em terra.". Foi o que tentei fazer, mas... qual pessoal em terra!? No terminal de chegada do Sá Carneiro nem uma pessoa à vista! Procurei, hesitei, desisti! Saí do terminal e aí sim, perguntei. "Só tinha de subir as escadas ou o elevador!" Olha, merda! Aproveitei e mais um cigarro!
Subi pelo elevador e lá fui de novo para o ponto de control. Tive de mostrar tudo de novo: bilhete, computador, cabos, cinto, cadeados, e tudo e tudo e tudo... mesmo depois de eu insistir... "Vim agora da Portela e não me pediram para mostrar isto tudo!"... só consegui um "Pois, mas são normas europeias, em todos os aeroportos deveria ser igual!". Raios! Os srs da Portela são bem mais simpáticos! Embarquei!
Sem choros de Alfas de outros tempos, sem gente barulhenta, com pessoal de bordo impecavelmente simpático, dois filmes positivos, um almoço tranquilo, um lanche interessante e, claro, uma posição desesperantemente desconfortável. Sim! Desconfortável. Desta vez não pelas pernas, essas iam perfeitamente esticadas, mas pelo tipo do lado que, tendo-se sentado antes de mim, tomou completamente conta do apoio de braço central e não mais o soltou! Estúpido!!!
Quase dez horas depois a altitude baixava para os 400m e o monitor apagava-se. A vista pela janela não era Lisboa... Quilómetros de cidade, grande parte pobre, barracas, umas coladas às outras, milhões de pessoas viviam ali. Pfff, pensei... Isto assusta!
Quinze minutos depois, um aplauso colectivo. Eu não! Não aplaudo estas merdas. Se a estaca que eu fizer tiver 0% de areia ninguém aplaude! É o meu trabalho!
Malão recolhido, café bebido, água bebida, cigarro fumado.
Porta do Aeroporto Governador André Franco Montoro, Guarulhos, tudo é diferente. Tudo é bem diferente. As árvores, os carros, as gentes, o ar, a cor, o dia, o céu, a forma como a água gira. Tudo é mesmo diferente.
É o Brasil. É a América Latina!

With love from Guarulhos,
Marco

quinta-feira, 14 de maio de 2009

A ciência do Guarda-chuva


Chove. Tormenta, aliás! Aqui onde este mar começa e esta terra acaba faz um temporal do demónio!
Cabo de Creus de seu nome. A sua povoação mais extrema, Cadaqués. Granitos e Xistos. Clássico do Ordovícico (Raios! Ordoquem?). Olivais abandonados, olivais a produzir. Mediterrâneo. Casas brancas, casas de pedra. Xisto. Ruas limpas, casas estranhas. Como Cadaqués. Estranho, mas giro.
Voltando... Chove. Faz frio. Roupa quente? Não tenho. A bagagem que trazia está algures em Barcelona ou Lisboa ou Girona ou... Sei lá! Talvez amanhã. Mas isso são outros tantos.
Guarda chuva, né? Pois bem...
Fui jantar ainda há pouco. Terra de turismo, a lembrar o "very typical" tem a forte desvantagem dos seus turistas serem essencialmente da parte Norte da Europa. Resultado: é tudo caro comó raio! Pedi referências à garota da recepção do Hotel Tarongeta que me recomendou um restaurante de pastas, por sinal invariavelmente fechado, ou uma pizzeria no rossio cá do sítio. Não sou muito de pizzas nem pizzerias (excepto as do Manel, claro!), mas depois de passar os olhos pelas listas dos "very typical" tive de me render ao valor da moeda e correr para a pizzaria!
Entrei, pedi a lista e até tinha frango. Frango assado à espanhola, conceito diferente, mas teria de servir! Sentado na primeira linha de vista para o mar fui comendo um gazpacho e bebendo uma sangria. Lá fora chovia a cântaros, dos grandes, tipo ânforas de azeite, coisas mesmo grandes! Na esplanada protegida não chovia, mas que frio fazia... Lá fora... chovia... E eu? Sequinho!
No hotel, antes de jantar, força das ciscunstâncias pluviosas, pedi um guarda chuva emprestado. Segui para a La Gritta protegendo-me como podia do dilúvio quase bíblico. Aqui entra a ciência da coisa. Não houve dilúvio bíblico nenhum! Não há registos históricos alguns desse grande castigo divino! Não houve! Ok, são argumentos da ciência (Na minha ciência um "não é" é um argumento perfeitamente aceitável, ok?!) mas não era esta a ciência a que queria chegar...
Foquemos a nossa atenção no uso do guarda chuva.
Instrumento de forma estranha, lembrando Orbitolinas (Orbiquem!??!), podem ser definidos no espaço por funções matemáticas de complexidade não tão complexa (Isso é que era ciência à séria... era eu espetar aqui a equação de um parapluie!). Equações à parte é no seu uso que efectivamente se pode estudar toda a sua ciência.
Como usas o teu guarda chuva? Pergunta à partida totalmente despropositada tem, na sua essência, uma importância tremenda.
Tomemos então atenção aos estilos de chuva. a)Chuva molha tolos do tipo 1; b)chuva de meio litro do tipo 1; c)chuva 5 grama do tipo 1 (ciência é ciência e as unidades não têm plural!); d)chuva molha tolos do tipo 2; e)chuva de meio litro do tipo 2; f) chuva de 5 grama do tipo 2; g)chuva molha tolos do tipo 3; i)chuva de meio litro do tipo 3; j)chuva de 5 grama do tipo 3. Porra, tanto estilo de chuva e não incluí a cacimbada! Apresentados os estilos de chuva (menos o h que é mudo...) expliquem-se e apliquem-se então os guarda chuvas. De um ponto de vista genérico os tipos 1, 2 e 3 relacionam-se com a inclinação da precipitação em que o 1 é vertical e o 3 sub-horizontal.
a) Chuva molha tolos tipo 1
Uma chuva molha tolos de tipo 1 é aquela treta de chuva da qual só se protegem com intrumento as velhinhas e quem ainda não reparou que já parou de chover. Só depois de 3 horas debaixo da sua vontade é que se sente realmente que molha. Julgo que em apenas 30 segundos estraga horas de salão de cabeleireiro. Assim se explica as valhinhas, né? Solução umbrella? Não se usa, ponto!
b) Chuva de meio litro tipo 1
Gotas pesadonas, grandes, tipo com meio litro cada uma. Um bom instrumento resolve qualquer problema. Aplica-se o instrumento na vertical, com o varão vem encostado ao peito, e já está. Evitem-se as poças e nem parece que chove!
c) Chuva de 5 grama tipo 1
Gotas médias. Solução? Mesma que as gotas gordas. Chapéu de chuva encostado ao indivíduo e vamos embora! Sem dramas nem dilemas.
d) Chuva molha tolos tipo 2
Mesma solução que para o homónimo de tipo 1. Chapéu para quê s'isto não molha!? Isso!
e) Chuva de meio litro (ou de 5 grama) tipo 2
Gotas gordas (ou médias) ligeiramente tocadas a vento. Importante, em 1 minuto (5 minutos) estás encharcado! O guarda-chuva é, de facto de utilidade extrema (dá jeito um guarda-chuva...vá!). Caso de estudo: Cadaqués, 13 de Maio de 2009. Solução? Depende das pessoas. Ok, três tipos de pessoas. Os que não querem saber, molham-se e pronto; os que revelam uma total preocupação em não se molharem (autor incluido); e os que pensam que a simples utilização de um guarda-chuva os vai manter secos, mesmo que o guarda-chuva esteja fechado! Oi!? Pois é. Aqui é que se revela a verdadeira ciência da coisa. Um guarda chuva de 2 metros de diâmetro é um chapéu de sol. Mas vejo por aí muita gente que só assim se safava... Onde é que as pessoas andam com a cabeça quando pensam que para chuva inclinada a 45º podem manter o chapéu precisamente na perpendicular do tronco e com o varão a um palmo da cara? Claro, a cara não molham, a cabeça talvez não, mas... e as costas!? Um par de beefs ia à minha frente. A chuva vinha pelas costas. Eu, precavido, levava o chapéu inclinado para trás e relativamente alto para fazer maior zona de "sombra", resultado? Cheguei impecavelmente seco à Gritta. Eles, com aquela máxima de "ter chapéu é suficiente" estavam completamente encharcados, mas como não viam... tranquilos! Pá! Malta! A chuva molha! Pelo menos a deste tipo. E pode-se evitar com a utilização correcta do instrumento! Vá... vamos a saber utilizar o Guarda chuva, por favor!
g,i,j) Esquece... chuva tocada a tanto vento que parece que vem do chão! Chapéus há muitos e estão nos caixotes do lixo! Solução? Granda molha! Outra solução? Não saias e acende a lareira!

Meus amigos, já percebi que reptos e pedidos não funcionam neste blog...
Mas a boas palavras de ordem ninguém pode dizer não...

Chapéus de chuva Sempre! À toa Nunca mais!

With love from Cadaqués,
Marco

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Estação lunar?

Será uma estação lunar ou simplesmente uma obra de fundações?!
Aposto na segunda, mas eu tenho informações da base...


With love from the Guadalhorce bank,
Marco

Esperança

Coisa engraçada, a escrita. Há meses, vá semanas, que ando para escrever um post sobre um tema. Writer's block, não tenho conseguido. Hoje, na obra, liguei o msn. Frases saíram fluentes, linhas atrás de linhas escrevi o que me apeteceu. E o que não me apeteceu também. Já disse que há bocado começou a chover?!
A bandeira, a nossa bandeira, tem três cores. Principais são três. Uma é a esperança. Mas que esperança?! Representação estilizada da bandeira em mesa de restaurante colocou um vermelhão enorme (compreendo, Benfas!), um amarelo proporcional, mas um verde do tamanho de um rasgo de folha de alface. Explicação. A esperança é pequena.
Nesta estranha labuta que levo, fui iniciado às questões da gestão transcultural de recursos humanos. Aparentemente um disparate das Sociais e Humanas, acabou por ter alguma piada e me abrir os olhos para algumas coisas interessantes que vejo, em Portugal e, claro, em Espanha. Talvez em Portugal numa perspectiva de desafio face às ideias pré-concebidas sobre nós, portugueses. Em Espanha numa perspectiva de "ver se encaixa". Encaixa na perfeição. Um Espanhol dirá certamente o mesmo sobre os Portugueses.
Mas afinal o que diz essa tal lenga lenga da "transcultural não sei quê"?!
Pois bem, tempo tenho e, como sabem, gosto de explicar coisas (hehe, já lá está no perfil... topam!?), portanto... ora bem (forma como outra qualquer para começar uma exposição e, para mais, da qual eu sou fã!):
Diz um sujeito de seu nome Hofstede, Holandês, que uma sociedade (ou uma cultura) pode ser caracterizada por quatro parâmetros ou dimensões. Eles são: Distância de poder; Individualismo versus colectivismo; Masculinismo versus femeninismo e Aversão ao risco.
Portugal está a meio da tabela dos paises fixes e a Guatemala está em primeiro lugar. Nã.... brincadeira. Não há paises fixes nem menos fixes. O que há são 4 dimensões. Que tentam refletir diferentes tipos de sociedade e cultura.
Como se cota então um país!? Comparativamente. A única forma. Tendo por base uma sociedade que conhecemos bem, e sabendo os valores de um determinado parâmetro, podemos tentar perceber o que há noutro país naquela dimensão cultural.
Concretizando. Distância de poder. Portugal tem uma distância de poder de 63. A meio da tabela. Isto quer dizer que encaramos os chefes como chefes, mas ainda assim lá os vamos desafiando e achamos que um dia podemos lá chegar. Paises nórdicos, por exemplo, têm este valor muito baixo. Todos acreditam que podem chegar a chefe. Na Malásia, este valor é máximo. Quem nasce da cepa torta, jamais se vai endireitar.
Individualismo. Portugal é anfitrião de uma sociedade altamente colectivista. Das mais colectivistas do mundo. Isto quer dizer que, por exemplo, para me ganhares, tens de ganhar os meus amigos. Eu presto atenção ao que eles dizem e, se para eles estarem bem eu tenho de estar um pouco pior, então até pode ser. O grupo, o meu grupo, existe e não é exclusivamente composto por mim. E pelo meu grupo, seja de que tamanho for, mas tendencialmente grande, eu farei o possível e até mesmo o impossível. Ingleses, por exemplo, altamente individualistas, acreditam no seu núcleo (por oposição a grupo), farão o possível para que as suas conquistas pessoais existam, não se preocupando tanto com o núcleo, mas sabendo que, em última análise, o seu êxito será também do seu núcleo. Não é altruismo nem egoísmo. São formas de chegar ao mesmo ponto. Uma por um lado, outra por outro.
Masculinismo. Não somos machos. Não somos. Ok, portuguese do it better! Mas a sociedade portuguesa é feminima. É mau!? Nem bom. É uma forma de ser. Somos ligados às relações interpessoais. Somos latinos. Temos preocupações sociais, mesmo que mascaradas ou limitadas por uma parca capacidade financeira, mas temos.
Por último, Aversão ao Risco. Somos a par com a Grécia (!??!) a sociedade com maior aversão ao risco. Ora este ponto é-me particularmente sensível. Então o povo que em vez de continuar a cavar e a apanhar castanhas para comer com o porquito se aventurou pelos mares tem forte aversão ao risco?! Temos medo da inovação e do que é diferente!? O que me leva de volta à esperança...
A esperança é curta. O medo de arriscar é grande.
Vamos trocar as cores. O vermelho seja a esperança e se mantenha assim mesmo, grande (Benfas!)! Que arrisquemos no que não conhecemos. Que inovemos no dia a dia e nas grandes decisões. Mas acima de tudo, que não tenhamos medo do que é novo. Que não punhamos de parte o que aparece só porque não conhecemos. A novidade pode dar desconforto. Pode. mas também pode dar coisas novas, bonitas, e que nunca antes vivemos. Por isso são novas!
O quinto império já foi. Os Descobrimentos ficaram na memória e na Praça do Império. Mas as descobertas essas, são as que nos podem dar um dia novo, um depois do outro. Novo, diferente e, quem sabe, melhor!

With love from Um admirável mundo novo,
Marco

'Cause the times, they are changing

Liguei o portátil. Liguei o Outlook. Liguei o messenger (ferramenta porreira, pá!). 88 contactos offline. OI?!?!??! 88 contactos offline!??!?! Estão a brincar ó quê!? Hein?! Nem unzinho online? Nada?
Não que fosse falar com ninguém, não ia. Não que esperasse 70 contactos online e disponíveis, não esperava. Mas todos offline?!
Um frio do caraças fez-me voltar para o carro. Entretanto, lá fora, uns 8 homens tentam desesperadamente introduzir uma camisa de 11 metros num terreno que só admite 6 (não interessa o porquê, como, onde, nem quando. Nao interessa o que é uma camisa nem para que serve. Não interessa nada disso. Quem quiser mesmo saber que me pergunte na sexta, sábado ou em qualquer outro dia e terei mediano prazer em explicar. Minto. Terei todo o prazer. Gosto de explicar coisas... vou acrescentar isso na minha descrição do perfil. Já estou a imaginar. "... Odeio chuva. Gosto de explicar coisas..." Podia ser... Vou pensar nisso!). Estão ocupados. Parecem putos com um brinquedo. Tentam isto. Não dá. Riem. Aquilo. Não dá. Riem mais. O Encarregado, divertido e meio frustado, ainda me parece ser o que ri mais. Eu, claro, rio-me também. Afinal de contas, parecem putos com um brinquedo. Homens feitos. Obral. Rir porque não se safam com a camisa... Interpretações que quiserem, tem piada! Ou pelo menos, hoje, às 06:00 eu acho piada. Admito que possa estar com um sentido de humor estranho. Das 8 horas que já aqui passei hoje, 3 foram passadas a ver o que é que se passa lá fora, 3 foram passadas a fazer o curso de espanhol, 1 a falar ao telefone com o meu paizinho e uma outra a falar no messenger com pessoas. Isso claro. Quando havia pessoas online! Mas sintetizando, 4 fora do carro e 4 dentro. Dentro, e a ouvir Depeche Mode. Não posso estar com um sentido de humor normal. Não posso!
Em tempos idos (O Lobo Antunes tem a cena da pontuação, eu é o "Em tempos idos", cada um tem as suas manias...) trabalhei num Centro de Investigação. Piadas possíveis à parte, tinha a mania que de noite é que se trabalhava bem. E a verdade é que para o tipo de trabalho que desenvolvia naqueles tempos idos (!?!?!?!) safava-me bem nesse horário. Tranquilo, pilhas de cigarros nos cinzeiros (Um só não chegava. Excepto quando o um era aquela malga de cerâmica fina que comportava uns 350 cigarros, aí dava bem... Alguém se lembra dessa malga de cigarros?! Espectáculo!), e pouca gente que me chateasse. Escrevia, programava, desenhava, enfim, o que fosse o meu trabalho, ali, entre as 22 e as 06 do dia seguinte, eu partia pedra (hehe).
Mas sempre, sempre, havia pelo menos 2 ou 3, por vezes mais, contactos online no messenger. E eu na altura até tinha menos uns 5 ou 6 contactos. Hoje, surpresa, não há! O que é que se passa com as pessoas?! Não percebo! Descobriram a função "Aparecer offline"!?, a net está cara e os pcs têm de ser desligados!?, ou simplesmente além de estarem a dormir, desligam essa cena!?
Estou completamente estaziado com esta situação (estaziado!? Eça! Estou contigo na cena dos neologismos! - viram o que eu fiz agora mesmo!? Literatura e gramática são cenas fixolas!!). Não concordo que 1) as pessoas se vão deitar antes de mim; 2) quando as pessoas se vão deitar desliguem o msn. Não pode ser! As pessoas que não desligam porque continuam de facto online, precisam de saber que há mais gente online no mundo. Mesmo que esse mundo se limite a 88 contactos do msn. Não interessa. Tenho um mundo pequeno mas é o meu. Não quero mais contactos. Não quero. Vá... se for o da Jennifer Aniston talvez pense no assunto... (Já estou a imaginar a Jenninha lixada porque aqui o Marco lhe rejeitou o pedido de contacto do msn... Não te preocupes Jenny, quando me convidares eu prometo pensar se aceito ou não...) Mas quero que os meus 88 contactos se mantenham disponíveis enquanto eu estiver online. Não é justo!? Ok, talvez não seja... talvez seja mesmo uma grande parvoice. Talvez. Mas neste momento parece-me perfeitamente lógico. Isso, a proibição da afixação de cartazes com a Manuela Ferreira Leite no território nacional (como é que vamos combater as listas de espera nos hospitais, se as pessoas continuam a entrar com problemas de saude graves, provocadas pela aparição da... já sabem... não me façam repetir...) e claro, que o Benfica ainda vai ser campeão este ano! Mas pronto... já são muitas horas com os Depeche... eu avisei!
Ora portanto, assim sendo, e porque neste espaço já deixei um repto e um apelo e ninguém me ligou puto, deixo-vos agora um.... vá... um pedido...
Não se deitem enquanto eu não me deitar. E se tiver mesmo de ser, deixem o msn ligado!
Cereja no topo do bolo.... começou a chover! Raios!

With love from somewhere cerca de Málaga,
Marco