sábado, 7 de fevereiro de 2009

Jerónimoooooo!!!!

Tudo se passa a 24 de Janeiro de 2009.
Sei que vai tarde, mas tem sido um corropio. Hoje, sábado, dia 8 de Fevereiro do ano supracitado, são 23:55 e eu estou no quarto do Hotel Ruta del Puniente em Cuesta de Palma. Sei que devia ir beber um copo, mas não gosto de San Miguel nem de Mahou! O corropio acabou!
Dia 31 de Julho de 2008 completei a feliz idade de 28 anos. Sim, 28. porque se completei, tem de ser 28, né?
Nesse mesmo dia um email dava conta de uma prenda que nem esperava nem nunca seria capaz de retribuir.
Uma amiga querida de longa data, em nome de uma amizade estranha mas nunca em dúvida, lembrou-se de me mandar saltar de um avião.
Acho que há formas mais simples de dizer a uma pessoa "vai morrer longe!", mas esta foi a dela... A prenda consistia num salto de queda-livre em Tandem. Que prendaça! Logo em euforia, divulguei aos quatro ventos o feito desta desmiolada que me queria ver voar!
Tinha um prazo de validade de 6 meses e um catch por demais relevante: tinha de ter menos de 100Kg, com 10% de tolerância. Na prática tinha de estar abaixo da mítica meta dos 110 Kg.
"Tarefa simples", pensei. Eliminar 5 Kg em seis meses é brincadeira de couve. Muita couve e estava resolvido!
Dias, semanas e uns meses passaram e eu embarquei numa experiência profissional que me levaria a comer tão mal que me parecia que iria mesmo bater os 100Kg... que disparate! Organismo refeito e palatino adaptado e cá vai disto! O menino depois do Natal tinha valorosos 113Kg. Com o final do sexto mês a aproximar-se vertiginosamente vai de marcar o salto e dar um prazo ao dietista. 24 de Janeiro de 2009. Nada a fazer.
Uma semana antes, em casa, em cima da única balança em que confio, lia os 113Kg com certeza que não era nada que uma semana a salada e peixinho não resolvesse.
Mais uma vez... que tonteria! Chegado a Cuesta la Palma deparei-me com uma cozinheira capaz de me fazer comer mais que na cantina da FCT! Controlado mas esfomeado voltei ao lar de São Domingos para verificar que aquela que não mente também não mudava de opinião. Os 113 mantinham-se!
A chuva de 23 de Janeiro abriu-me uma réstia de esperança de evitar a humilhação. "Liga p'ós gajos a ver se podemos saltar com este tempo!" resposta: "amanhã está limpo!". E o peso? "Estou com 113... vê lá que é que eles dizem..." mais uma vez: "Há vento, não há problema!" Raios... há vento? e se o vento parar? Bom... se eles dizem...
Um bichinho começou levemente a mexer-se no alarve do meu estômago. Ai, ai, ai... vai ter de ser mesmo!

24 de Janeiro de 2009.

Acordo bem disposto e com um estupor de uma dor de cabeça que nem vos digo! Nervos? Nada! Porra da cerveja, vodka e sei lá mais o quê que me lembrei de beber na noite antes!
Banhoca e vá... porta fora direcção Amoreiras para recolher a outra passageira da SkyDive (este momento foi patrocinado pela SkyDive, escola de para quedismo). Os dois a bordo do punhal perguntei se tinha alguma coisa para a dor de cabeça. Nada. Estava destinado a ter uma valente dor de cabeça nos últimos momentos da minha vida... pré-salto (calma.... sem fatalismos).
Direcção a Évora um ligeiro atraso começa a apoderar-se de nós. Tentei contrariar com ligeira aceleração mas o cabresto do punhal já acusava maleitas (conto-vos depois). Não passava dos 120 e iríamos chegar atrasados. Não deve haver problema. "Estou a ficar um bocadinho nervosa." "Irra, vai-te encher de moscas! Não te quero cá com nervos! Não penses nisso que daqui a nada já está!" "Ok, a ver vamos!" Gosto de gente assim. A ver vamos! Podemos mandar-nos de um avião, de o topo de um edifício, ou mesmo lutar com crocodilos. O importante é que não se pense no que se vai fazer até já estar feito. É o meu estilo, é o meu truque. Resulta? Saltei, não saltei!? Pois... ainda não sabem se saltei. Mas saltei.
Com um bichinho no lugar onde deveria estar um almoço cheguei ao aeródromo de Évora. Pergunta aqui pergunta ali e lá demos com o Hangar 4, sede da SkyDive (momento patrocinado... já sabem...). Uma festarola no Hangar ao lado, uma data de gente a passear no aeródromo (???) e uma malta estranha mas calma no Hangar 4. E claro, um tal Silvério que passava de 20 em 20 segundos com uma bucha na mão. "Porra, muito comes tu Silvério!!!" grita um jovem enquanto se dirige a nós. "Estão aqui para o salto?" "ISSO" respondemos em coro. "Mas achas que ELE vai poder saltar?" "É matulão, mas o vento está forte, não haverá problema e, se houver, uma coisa de garanto: lá em cima não fica!" Reconfortante... falavam aqui do matulão como se o matulão não estivesse ali. Nos filmes há muitas cenas assim, já sei como se sentem as personagens visadas.
Papelada, cigarros, breafing, cigarros, espera, cigarros, café, cigarros e por último, equipamento, cigarros e piadola "fuma, fuma que nunca sabes quando é o último! Hehe!" Hehe os toma... Sei que este não é porque tenho o maço cheio!
Alguns cigarros, talvez alguns a mais, mas a espera foi tremenda e não havia nada para fazer, só por isso. Ainda tentei jogar um Sudoku no tm, mas o barulho dos motores dos aviões desconcentravam-me!
E ai estava ele. Equipado!


Pois... também me pareceu. Só isto?!
Se é assim, ok!
Beca beca coiso e tal e lá está o avião donde nos vamos mandar! O piloto? O insaciável Silvério que, de bucha em bucha e voo em voo lá ia passando o dia!


Sólido? Claro!
Entrámos. Nós e mais 15. Era a festa do avião! Não... não nesse sentido, seus ordinários! A dor de cabeça amainava, mas ia moendo...
"Esta cena vai dar-me aquela cena do estômago a descolar. Vou-me borrar todo com esta mer%$!" Não... nem cena no estômago nem nada. Tranquilo!
Levantou, tranquilo; subiu, tranquilo; saltou um para fazer um recado, tranquilo; chegou a hora de meter os óculos, agora é que são elas! Já está. Não há volta a dar! Se eu me acobardar agora sou um menino! Mantém a tranquilidade, por favor! Inspiraaaaa!!!! Tranquilo!
"De joelhos até à porta", disse o João. Parte do breafing tinha sido a explicar esta parte. Outra parte a explicar depois de saltar e, a maioria a fazer piadas sobre as tantas formas que se pode aterrar não acordado, principalmente se se pesar mais de 100 Kg. Que breafing. Ajoelhado, já de cabeça de fora do avião, lembro-me de ter pensado... "Como é que é agora? Será que sou eu quem dá o impulso? É ele? E como é que saímos? Vou bater com os joelhos? Olha... o aeródromo tão pequenino lá em baaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa..."
Qual Jerónimooooo qual quê!!! Calei-me. Vi. Senti. Ouvi. Mas acima de tudo Senti. Frio. Muito frio. Mais ou menos 16 graus negativos. Acho que nunca senti tanto frio e, no entanto, não o senti! Senti vento. Muito vento. Na cara, nas mãos, nos pés, no corpo todo! É mesmo muito vento. A dor de cabeça? Não senti. Nem nesse momento, nem nos seguintes, nem depois. Desapareceu!
É louco? Não. É a puta da loucura! Isso. É mesmo!
4200 metros de altitude. 50 segundos até aos 1300 metros. E depois? Pfffffff... Imaginem o som. Imaginem a sensação. Leveza inacreditável que leva a asa a abrir e o nosso corpo a voltar a sentir a gravidade. Os ouvidos voltam a funcionar. O sorriso é impossível de conter. A alegria é tremenda.
Não sou eu, mas poderia ser!


10 minutos. Chão. Aterragem? Espectáculo. Conclusão?
QUERO MAIS!!!!!
Obrigado Silvério, obrigado SkyDive, obrigado João.
Mas acima de tudo...

Obrigado Patrícia.

With love from La Palma (Cuesta, calma...)
Marco

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Mais um dia no escritório...

Segunda-feira.
Depois de mais um fim de semana de turismo, voltei à labuta.
Cheguei à obra e pronto. Tudo terminado, arrumado e pronto a transferir para a próxima obra. Agradeci aos trabalhadores a dedicação e o bom trabalho. Fecicitei o Encarregado por um trabalho bem feito. Fui felicitado. Cumprimentos e marchei. Decidi pôr em dia a papelada e organizar umas ideias. Vim para o escritório.
É esse mesmo escritório que quero partilhar connvosco.
Este é o meu escritório.

Sim, sei que tem um ar pouco profissional e umas estantes até me poderiam fazer jeito... Vou pedir ao gerente do Hotel!

With love from Málaga,
Marco

domingo, 18 de janeiro de 2009

Os cercos de Gibraltar: montados ou montagens?

13. Dizem eles que sofreu 13 cercos. 13? Parece-me um pouco exagerado...
O maior, entre 1779 e 1783 dizem que opôs tropas Hispânico-Francesas e Inglesas. Explique-se.
Depois da Guerra dos sete anos (1763) Gibraltar foi atribuido aos Ingleses como parte dos espólios vencedores. Anos mais tarde inicia-se a Guerra da Independência lá para os States e os camons vá de correr para lá a ver se não perdiam aquilo. Aqui os cervantes e os louvres lembraram-se de dar uma ajudinha aos américas e dar nos cornos dos brits do lado de cá... Palavra puxa palavra e vai de montar um cerco ao mono branco para ver se recuperavam controlo do mediterrâneo. Três anos e sete meses, umas pesetas jeitosas e uns poucos milhões de libras depois e lá deixaram tudo na mesma... Mas... vamos lá a ver... são dos povos mais aldrabões do mundo, não? Cá para mim é tudo tanga! Eu tenho cá a minha versão que, entre nós, é bem mais convincente...
Que os sete anos aconteceram, certo. Que os américas se lembraram que queriam uma bandeira deles, certo. Que os frogs são tontos para entrar neste filme, certo. Agora esta cena do cerco é está aqui a bulir comigo...
Vejam lá se este cenário não é muito mais lógico...

Os tortillas estavam tipo lixados com os beefs. Vai daí declaram-lhes guerra. Querem Gibraltar de volta! Os comandantes do exército e da armada Espanhola colocados no cerco olharam bem para Gibraltar e pensaram "Hummm... Que parvoice!" (eu dava bem para comandante do exército espanhol, não acham?). Contas feitas tinham de subir alguns duzentos ou trezentos metros de escarpa para chegar àquele monte que nem ouro nem indias... não tinha nada! Acercaram-se do estafeta mais próximo e pediram "Vai lá buscar o Elliot q'agente precisa de hablar com ele!". O estafeta foi e trouxe o Elliot.
-Olha lá, ó Elliot, o que é que tu precisas aí em cima que estejas farto de pedir à Rainha e ela nada?
-Ahhh... E-e-e-u p-p-precisar, p-p-precisar, p-p-preciso de um t-t-teatro. M-m-mas ela n-n-não me liga n-n-nenhuma!
-Coño! Tinha de nos sair um b-b-beef!
-Então escuta lá! Que é que achas d'agente fingir aqui um cerco, tu pedes lá as libras à velhaca e quando tiveres tudo pronto a gente desmonta o cerco e diz que não conseguiu fazer nada porque a fortaleza é expugnavel e tudo isso... na verdade ficamos cá em baixo a ver sevilhanas das boas e de vez em quando, quando o teatro estiver pronto vamos aí beber uns copos e comer umas... ahhh.... costeletas de carneiro?!
-Ep-p-p-pá! Isso é u-u-u-uma óp-p-p-p-p-p-...
-Sim, já percebemos, uma óptima ideia!
(-O gajo não sabe que o p é mudo?
-Deixa-o, coitado... é beef!)
-Isso. M-m-mas vou t-t-ter de fazer m-m-mais umas c-c-coisas p-p-para a enganar m-m-mesmo b-b-bem. S-s-sei lá! Uns t-t-túneis e umas m-m-merdas m-m-m-militares!
-Boa! Faz isso mesmo! Assim ninguém desconfia! Nós, agora que falas nisso, vamos fazer uns barcos e fingir uns mortos e tal, e assim até entramos para a história como os gajos que fizeram um cerco durante mais tempo!
-Ok. V-v-v-vou fazer o t-t-teatro n-n-numa g-g-gruta lá em cima q-q-que t-t-tem uma óp-p-p... boa acústica! Vou fazer uns t-t-túneis e umas b-b-b-baterias e de certeza q-q-que a m-m-malta do exército vai g-g-gostar!

Ficou então combinado entre os três que assim seria o cerco. Cá em baixo sevilhanas, vinho andaluzo e meia dúzia de barcos. Lá em cima, boatos de doenças, túneis que até davam jeito para fugir com as amantes, e um teatro numa gruta que por sinal é bem boa de acústica!
Mas os tontos dos calamares não contaram com a astúcia do beef que não falava certo. Raio do gago vai de alardoar tanto que o cerco era tão inultrapassávle e as condições lá dentro tão duras que, quando os beefs dos mantimentos via a moral da malta do exército pensava que o gajo era mesmo um génio. Resultado? Os tais comandantes espanhois foram mandados para a Patagónia fazer cercos a glaciares para garantir que a água, que era do Reino de Espanha não fugisse para o mar! E depois? Bem, depois não sei. Aliás... Nem sei ao certo quem eram estes tipos. Sabem que dos fracos não reza a História. Já o Elliot, foi feito Knight of the Bath e Barão Heathfield de Gibraltar.
Ah pois é! Digam-me lá, quem enrola assim não é gago!
E, to make a long tale short, assim foi. Foi assim que tudo aconteceu. Eu estive lá, eu e claro, o José Hermano Saraiva. Mas o Joselito não gosta muito desta História. Não tem miudas nem intrigas de alcofa...
Então mas e tens provas?
Claro... Apresento-vos... o teatro!

E agora, já acreditam?
With love from St Michael's Cave,
Marco

Gibraltar. Que parvoice!

Mas que parvoice mesmo!
Porquê? Eu explico...
Tudo começa à chegada. A Catarina diz-me que já lá estou quase. Estou em La Linea. Terra igualmente parva onde é totalmente impossível comprar umas pilhas AA num Domingo. Parvos!
De repente, à minha frente, um mono gigante de pedra branca (sim, eu sei... é calcário...), que se destaca da planura da ínsula como uma grande parvoice. Mas que raios estava a Mãe Natureza a pensar quando espetou aqui com este mono!? Pff... The Rock! Não faz sentido nenhum!

Cheguei à fronteira. Su carnet de identidad? Mostrei, passei. Do outro lado, mais parvoice! Em plena Península Ibérica, um caramelo de chapéu alto Your Id card, please. Porra, já mostrei ao outro! Chatos!
Entrei no Reino Unido. Excepção feita a se conduzir pela direita e não estar a chover. De resto, é igual.

E aí, já em terra não se sabe muito bem de quem, uma surpresa.
Não tenho muita experiência aeroportuária. Quer dizer... a obra que me trouxe a Málaga é o aeroporto, mas isso não conta. Não conheço muitos nem tão pouco lhes pisei as pistas. Hoje, por outro lado, aconteceu-me uma coisa que desconfio não poder acontecer a muitos... Conduzir numa pista de Aeroporto. Vejam lá que tive de fazer uma ultrapassagem perigosa a um Cessna que não me queria deixar passar! Já é abuso, né? Pois... mas a verdade é que conduzi numa pista. A pista do aeroporto de Gibraltar é cruzada pela única estrada que dá acesso a... Gibraltar, lá está!

Passado o Aeroporto, ou pelo menos a sua pista, entrei na cidade. Chiça. Como pode! Feio mas feio! Ingleses deste mundo postrem-se em vergonha! Não há na península uma cidade tão feia! excepção feita, claro, à nossa querida Costa da Caparica... mas essa tem o POLIS! Adiante...

Fechada num qualquer passado em que todos a queriam invadir, perdeu pelas ruas centenas de antigas baterias, claro, sem armas, e em estados de conservação quase piores que os monumentos portugueses classificados pela UNESCO.

Os prédios, esses, genericamente decrépitos e com ar de quem não sabe muito bem onde devia estar, mas ali é que não é de certeza!

Ruas estreitas, com potencial, centenas de sinais de trânsito por todo o lado, carros novos e velhos invariavelmente com matrículas começadas por G, motas e mais motas, baterias abandonadas e placas indicando a Europe point. Fui ver. Afinal, é aí que acaba o Mar e começa o Oceano. Ou pelo menos devia ser...

A todos os que dizem mal do Ponto Mais Ocidental da Europa Continental (por momentos tive fé que o acrónimo fosse ROCA... não é...) recomendo-vos uma visita à Ponta da Europa. Não fosse o mar com fim na costa africana (aqui vê-se mesmo...) e uns trinta cargueiros a pontear o mar, e este local seria, sem dúvida, meretório da paragem de oito ou nove obuzes bem carregadinhos que qualquer coisa que faz PUM!. Sério... Que susto!

Dei mais voltas e paguei tudo em euros. A taxa de conversão que esta gente usa é, no mínimo hilariante. Em determinada ocasião pediram-me 9 libras. E em Euros? 11. Ok... Logo de seguida, 1 libra. Euros? 2! Gargalhada certa! Mas tinha de ser... Era um canhão vitoriano de 100 toneladas! 100 toneladas de puro barrete! Raios!

E a vista? Pois, essa vista, diz que sim. Mas a que me ficou na retina foi a parvoice de um mono de pedra branca naquelas terras e águas tão lisinhas... Que parvoice!

With love from La Linea,
Marco

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Do bom!

bom - adjectivo - de boa qualidade.

coloquial - Do bom - Expressão popular de Benfica para definir o cocktail Vodka-Red Bull (9 partes de Vodka, 1 parte de Red Bull). Pode também ser aplicada a outras situações como designando algo que está bem, funciona bem ou tem qualidade elevada.

Aplica-se então no meu caso à minha ferramenta de trabalho. Como sabem, sou prostituto. Chiça! Que piadita brejeira! Vou manter para dar classe a este blog!

Falava-vos então da ferramenta. Sem entrar em detalhes, afinal há direitos de copyright a respeitar, digo-vos apenas que se trata de um produto incolor, incapaz de mal tratar o ambiente, para estabilizar, vá... buracos! São fluidos de estabilização de solos. Simples. Hoje terminei a minha primeira obra sem orientação. E que tal? Perfeito! Um exemplo a seguir por outras obras (gabarolas, sabem como sou...). Mas e o tal produto? Pois lá está...

Apresento-vos... o Produto. Do bom!!

With love from San Isidro,
Marco

Porque tenho medo do escuro?

Não tenho, nunca tive. Vá, minto!
Quando era pequenino tinha a mania de ver filmes nos canais da parabólica. Posição pedagógica discutível dos meus pais permitia-me ver filmes como os dois primeiros Alliens mesmo antes de me aconchegar no meu querido colchão de pregos (ok... era de palha, mas a hipérbole assenta-lhe bem!). Nessas noites, corajoso como desde sempre, era incapaz de referir o meu receio da possível visita de um desses entes assumindo com naturalidade a função de apagar a luz do meu quarto. A bem da verdade morria de medo da visita dos tais bicharocos pouco amistosos. Era tal o medo que, para conseguir o desejado objectivo de adormecer, refugiava os meus pensamentos no popular rato Mickey. Nunca percebi muito bem porquê, até porque não ligava puto ao tal rato, mas enfim... Enquanto imaginava essa simpática figura a meu lado cantarolava uma qualquer canção que, por motivos de desligamento temporal nunca poderiam ser da Ana Malhoa, seguindo a máxima de "Quem canta seus males espanta!". Assim, com alguma dificuldade e uma boa dose de imaginação (Note-se que para imaginar um gigante rato animado a meu lado cantando comigo o "Onde estás ó Zé" dos Queijinhos frescos é normalmente necessário uma boa dose de cogumelos dos bons!) lá me esquecia da pequena cabeça do outro saindo de dentro do 3º passageiro ou do cyborgue a desfazer-se em matéria leitosa. Enfim, não são imagens fáceis de apagar...
Apesar disso, hoje, com 29 anos não tenho absolutamente medo nenhum do escuro desde que, lá está, me garantam antes que o Allien só aparece mesmo nos filmes. É, não é?
Então de que escuro falo? Não faço puto ideia!
A única razão que me levou a escrever este post prende-se com o facto de ter estado sem computador durante duas semanas e querer falar disso. Ao invés a pena dirigiu o meu discurso para o escuro e para o medo. Diriam: Freud explica! Até admito que sim, mas não estou bem a ver como...
Então mas... E o portátil? Podem perguntar. O wifi estava avariado. Foi para a HP. Arranjaram. Devolveram.
Tem muito menos piada que o Mickey a cantar Queijinhos frescos, né?

With love from Nostromo (a nave do filme seus BURROS!)
Marco

Ver Braga por um canudo...


Ok... Não é Braga... e vá... também não é um canudo...
É Málaga e uma seteira do Castelo de Gibralfaro.
Mas de certeza que também dá pontos!
Não, não aderi à moda das fotos clichê, mas esta piadita tinha de ser feita!

With love from Gibralfaro,
Marco